Revista en Foco: História, Ciências, Saúde - Manguinhos


País de publicación: Brazil
Editorial: Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Cobertura: Salud Pública, Historia de la Medicina, Historia de la Ciencia, Brasil, América Latina
Frecuencia de publicación: Cuatro veces al año (en 2006)
Fechas de publicación: 1994 - presente
Política editorial: Evaluación por colegas
Página Web: http://www.coc.fiocruz.br/hscience
Correo electrónico: hscience@coc.fiocruz.br
Texto completo: website, SciELO



HAPI conducted a brief interview with the Scientific Editor, Jaime Benchimo, and the Executive Editor, Ruth B. Martins of História, Ciências, Saúde - Manguinhos, over email.


HAPI: Que áreas são as mais fortes em sua publicação? Como é seu periódico original?


JB&RM: História, Ciências, Saúde - Manguinhos é uma revista trimestral dedicada à história das ciências e da saúde, publicada pela Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz. Tem uma versão impressa e a revista digital, que disponibiliza textos completos, a partir de dois endereços na Internet: www.coc.fiocruz.br/hscience ou www.scielo.br/hcsm.


Originalmente sua periodicidade era quadrimestral. a partir de 1998 passou a ter um suplemento temático por ano e, em 2006, tornou-se trimestral.


O perfil da revista é dado, em suas linhas gerais, pelo trinômio história - ciências - saúde. História, nessa equação, não indica propriamente a disciplina e sim a opção por uma perspectiva, um modo de observar, interpretar e agir que é partilhado por várias especialidades acadêmicas e profissionais. Saúde opera como marca de distinção: circunscreve um universo de objetos possíveis e, ao mesmo tempo, define o lugar em que nos achamos, enquanto sujeitos de conhecimento e atores sociais. Ciências vem sempre no plural. Por serem múltiplos os campos disciplinares que lidam com os processos de vida, por ser a polivalência uma característica da instituição a que pertencemos e por ser a interdisciplinaridade condição essencial ao avanço dos conhecimentos tanto em ciências da vida como em ciências sociais.


HAPI: Que são os tópicos ou os temas mais importantes em sua disicplina?


JB&RM: Os temas mais abordados pelos autores nas colaborações submetidas à publicação são história da medicina, história da saúde mental, história das doenças e de instituições científicas.


HAPI: Para você, como seu periódico contribuiu à disciplina? Como seu periódico mudou a discussão em seu país?


JB&RM: História, Ciências, Saúde - Manguinhos surgiu há 12 anos, quando o campo da história das ciências , principalmente o das ciências da saúde e da medicina, ainda era muito incipiente no Brasil. Sua contribuição vem sendo desde então, a de veicular trabalhos nesta área de conhecimento, e fomentar o debate entre profissionais que se dedicam aos estudos voltados para esta temática.


HAPI: Quaise os maiores desafios que os publishers latinoamericanos de periódicos acadêmicos enfrentam?


JB&RM: Entre os grandes problemas, destacamos o alto custo envolvido na publicação de um periódico cientifico que, além das despesas com impressão, requer profissionais especializados, treinados e com aptidões específicas em revisão e edição de textos, tradução, bem como a divulgação dos conteúdos para o público alvo potencial. Outro custo alto é o da distribuição de revistas para bibliotecas, centros de pesquisas e assinantes. Este desafio, de tornar mais visível a produção científica que os periódicos veiculam, foi satisfeito em grande medida com o advento da Internet. O alcance dos trabalhos publicados cresceu muito a partir da inclusão de mais de cem revistas brasileiras nos últimos anos no portal da SciELO, biblioteca virtual de periódicos cientificos do Brasil e de outros países cujos idiomas são o português e o espanhol.


HAPI: Há qualquer outra coisa que você gostaria de nos de saber sobre sua publicação?


JB&RM: Este ano passamos a veicular na versão digital da revista em www.scielo.br/hcsm ou www.coc.fiocruz.br/hscience alguns artigos em mais de um idioma para que o número de leitores se amplie ainda mais. Em 2006 a revista passou a ser trimestral e, além dos quatro números/ano, mantemos a idéia de publicar pelo menos uma edição temática a cada ano.